"O tribunal do Illinois, instância de recurso, recusou a queixa de dois filhos, de 20 e 23 anos, que acusavam a mãe de lhes ter provocado danos emocionais, pedindo-lhe que os ressarcisse em 50 mil euros. Até aqui, embora entrando no território do tabu, até podia ser uma boa notícia, porque ninguém duvida que pais maltratantes podem destruir a vida de um filho.
Mas quanto chegamos às queixas dos meninos, temos vontade de rir, e de descartar o assunto como anedota. Ele choraminga-se por coisas como o raspanete que levou aos 7 anos por não ter apertado o cinto de segurança no carro, e o facto de a mãe lhe ter mandado um cartão de parabéns para o colégio interno, sem o habitual cheque lá dentro; e ela condena a mãe por, no Secundário, não a ter deixado sair para lá da meia-noite, cortando assim o seu direito ao divertimento.
Contudo, as gargalhadas param quando se descobre que o advogado dos jovens é nada menos do que o próprio pai, que a mãe acusa de se querer vingar assim do divórcio, que aconteceu em 1995, a seu pedido. De repente, só dá vontade de chorar. E de lamentar que o tribunal não quisesse, ou pudesse, punir exemplarmente aquele pai, que sem escrúpulos manipula os filhos.
Provavelmente está à espera de que seja a mãe a processar o sujeito, mas ficava-lhe bem ter reagido já. Porque afinal há aqui maus-tratos e violência, que a idade dos protagonistas e o facto de serem muito ricos estão a ajudar a comunicação social a escamotear. Declarar a mãe inocente não chega, é preciso ter a coragem de dizer que estes miúdos precisam de ajuda."
Destak.
Apenas posso dizer que....WTF!!!!!!!!!